“O SAPATO QUE SABIA ANDAR” é a primeira produção para jovens e adultos da Cia. Mariza Basso Formas Animadas, estreou na cidade de Lençóis Paulista no dia 08 agosto de 2013 – “Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura Programa de Ação Cultural – 2013”.

O espetáculo narra a história de uma Chinela, cansada de obedecer aos pés de Alice, a empregada, sempre nas tarefas domésticas: do tanque para cozinha e da cozinha para o tanque, convence os sapatos da sapateira a fugir.

Em uma marcha de liberdade, sem família, sem tradição e sem propriedade, fundam a Cidade dos Sapatos. Na Cidade dos Sapatos os pares não se entendem: o Sapato esquerdo não quer mais obedecer ao Direito e o Direito tão pouco ao esquerdo, com isso a Bota Militar  estabelecerá a ordem – Direita é Direita e Esquerda é Esquerda!

A primeira eleição é realizada na Cidade dos Sapatos; com o Sapato eleito é estabelecida a ordem com as novas leis: No caminho das Chinelas somente as Chinelas! Uma Chinela não pode dançar tango feito uma Salto Alto, tão pouco participar de uma pescaria feito uma 07 Léguas, porém a principal lei da Cidade dos Sapatos é: NUNCA ANDAR DE FRENTE PARA O SOL!

A Chinela percebe que nada mudou desde que deixou os pés de Alice, então ela dará um novo passo, encontrando através da arte um novo caminho rumo à liberdade.

O Sapato que Sabia Andar é livremente inspirado na obra homônima do autor bauruense Luiz Vitor Martinello; adaptação de Mariza Basso e Julio Hernandes; classificação 12 anos. A direção é de Mariza Basso e Julio Hernandes

O AUTOR DO LIVRO

Formado em Filosofia e Letras, Luiz Vitor Martinello é professor de literatura e poeta. Tendo como seus mestres os poetas Bandeira, Oswald, Quintana, descobriu com eles que, para fazer poesia, não era mais obrigatória a rima, a palavra dourada, não era necessário o verso decassílabo.

Criou, com outros poetas de Bauru, o Grupo Apenas, cujas atividades, exclusivamente dedicadas à poesia, eram declamações de versos pelas ruas centrais da cidade, performances, como chuva de poemas atiradas de cima de prédios, teatralizações, além da publicação mensal da revista Apenas.

Referindo-se à sua poesia como lixeratura, escreveu, entre outros, os livros de poemas: “Me apaixonei por mim, mas não fui correspondido”, “Gosto dos dias de muito sol só para ficar na sombra” e “Os anjos mascam chiclete”. Deste último, o poema “Final, Feliz Natal!”, inserido, posteriormente, no livro didático de Língua Portuguesa Reflexão e Ação, de Marilda Prates (Editora do Brasil, 1985), ocasionou, por conta disto, a queima deste livro na cidade de São Carlos. O fato, que ficou conhecido como “a fogueira da purificação”, mereceu inúmeros registros (reportagens, editoriais, artigos, cartas de leitores) nos principais meios de comunicação do país.

Luiz Vitor é também autor infanto-juvenil, tendo publicado “O sapato que sabia andar” e “O Penuginha”, ambos pela Editora do Brasil.

FOTOS: SU STATHOPOULOS

 

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